Eu recebi o diagnóstico de que meu filho é autista quando ele tinha quase três anos. O médico leu o relatório da escola informando:
- que ele não falava tanto quanto os demais de sua idade;
- que ele preferia ficar sozinho, isolado das demais crianças;
e eu relatei a ele situações do dia a dia de meu filho que a gente (eu e o pai) tinha percebido, como, por exemplo:
- que ele tinha deixado de falar coisas que antes falava;
- que ele tinha deixado de comer coisas que antes comia.
É importante que você que está lendo saiba que NÃO é necessário que seu(sua) filho(a) ou filha tenha as mesmas características que o meu para que ele ou ela receba (ou não) o diagnóstico de autismo. Isso ocorre porque, como a sigla TEA resume, é um Transtorno do Espectro Autista. E por "Espectro" leia-se uma variedade enorme de características distintas entre as pessoas com TEA. Irmãos gêmeos autistas podem ter características similares ou completamente distintas entre si. Então, se tem dúvidas se seu filho, filha é ou não autista, procure orientação médica.
Lembre-se: apenas um(a) médico(a) pode diagnosticar o autismo em uma pessoa. Os demais profissionais podem ter certeza, podem elaborar relatórios sobre a criança, mas o DIAGNÓSTICO quem fornece é um médico(a). Inclusive, os médicos podem fazer uso desses relatórios para embasar os diagnósticos.
Lembre-se: apenas um(a) médico(a) pode diagnosticar o autismo em uma pessoa. Os demais profissionais podem ter certeza, podem elaborar relatórios sobre a criança, mas o DIAGNÓSTICO quem fornece é um médico(a). Inclusive, os médicos podem fazer uso desses relatórios para embasar os diagnósticos.
Meu filho(a) é autista, e agora?
Eu me perguntei muito isso no início: meu filho é autista, e daí?
Antes que eu responda a minha própria pergunta, preciso informar:
Autismo NÃO é doença.
O Autismo é uma condição do neurodesenvolvimento ou uma característica neurológica permanente, que afeta a forma como o cérebro se desenvolve e funciona, impactando a comunicação, interação social e padrões de comportamento desde a infância.
Agora, sim, respondendo a minha própria pergunta...
Daí que, se a pessoa que recebe o diagnóstico é criança, pode-se buscar orientação sobre terapias destinadas a sanar possíveis deficiências.
Se pessoa que recebe o diagnóstico é adulta, pode-se buscar orientações de profissionais para auxiliar em possíveis situações da vida da pessoa para que ela possa lidar com elas da melhor forma possível.
Então, para ajudar a entender um pouco mais, coloquei abaixo o um vídeo que ajuda a entender quais são as condições para o diagnóstico de Autismo segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o 5 é sua quinta edição).
Qual é a fase conhecida como a primeira infância?
É o período do desenvolvimento que vai do nascimento aos seis anos de idade
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Luna ABA
Ele é doutor em Educação, pós-doutor em Psicologia e autor de livros como "Transtorno do Espectro Autista: uma brevíssima introdução". Lucelmo é também pai de um autista e, recentemente, também recebeu o diagnóstico de que ele também é autista. Lucelmo é também sócio e fundador da Luna ABA.
Não, este blog NÃO TEM nenhum vínculo de quaisquer tipos com a Luna ABA ou com o Lucelmo Lacerda e também NÃO recebemos quaisquer benefícios por citá-los aqui. O fazemos por respeito ao uso dos vídeos. Nós, do Voz Cidadã da UFCG, damos crédito (citação) a quem é de mérito (a quem os merece).
Sobre os vídeos da postagem
Os vídeos dispostos nessa postagem são de autoria de Lucelmo Lacerda que é um professor, escritor e divulgador científico brasileiro, conhecido por seu trabalho no campo do autismo e educação inclusiva.Ele é doutor em Educação, pós-doutor em Psicologia e autor de livros como "Transtorno do Espectro Autista: uma brevíssima introdução". Lucelmo é também pai de um autista e, recentemente, também recebeu o diagnóstico de que ele também é autista. Lucelmo é também sócio e fundador da Luna ABA.
Não, este blog NÃO TEM nenhum vínculo de quaisquer tipos com a Luna ABA ou com o Lucelmo Lacerda e também NÃO recebemos quaisquer benefícios por citá-los aqui. O fazemos por respeito ao uso dos vídeos. Nós, do Voz Cidadã da UFCG, damos crédito (citação) a quem é de mérito (a quem os merece).